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A cadela Jindol, conhecida na vizinhança por sua simpatia, ficou profundamente abalada com a morte da dona, mãe de Daniel. Desde então, emagreceu, perdeu o brilho nos olhos e passou dias seguindo as ruas que percorria com a mulher.
Apesar da ajuda dos vizinhos, que deixavam comida e água, Jindol mantinha distância, como se esperasse por quem jamais voltaria. Para confortá-la, Daniel começou a levá-la pelos trajetos que costumava percorrer ao lado da mãe, transformando as caminhadas em um ritual silencioso de saudade.
Em uma das saídas, no parque que frequentavam, Jindol parou de repente e se dirigiu a um pedaço de grama próximo a um banco antigo, mostrando que a memória do vínculo que tinha com a dona permanecia viva.


