Suspeita de integrar ‘golpe do falso CEO’ de quase R$ 1 milhão é presa no RN

03 de julho 2026 - 11h23
Créditos: Divulgação Polícia Civil

Uma mulher de 37 anos suspeita de participar de um golpe financeiro de quase R$ 1 milhão foi presa preventivamento pela Polícia Civil nesta quinta-feira 2. A prisão ocorreu na cidade de Currais Novosdurante a deflagração da operação “Cavalo de Tróia”.

De acordo com a polícia, a mulher é investigada por estelionato eletrônico conhecido internacionalmente como “Business E-mail Compromise” (BEC), ou “CEO Fraud”, modalidade em que criminosos se passam por executivos de empresas para induzir funcionários à realização de transferências bancárias.

As investigações apontaram que um golpista, utilizando um perfil externo no aplicativo Microsoft Teams, identificado com o nome do diretor-presidente de uma empresa, entrou em contato com a vítima e a induziu a realizar quatro transferências via Pix, que totalizaram quase R$ 1 milhão. Os valores foram transferidos para uma conta bancária que tem a mulher presa como titular.

No dia 8 de maio de 2026, a fraude foi descoberta quando o criminoso voltou a solicitar novos pagamentos. Ao verificar internamente a solicitação, a vítima constatou que o perfil utilizado pertencia a um usuário externo à organização, e não ao verdadeiro diretor-presidente da empresa.

Durante a investigação, foram cumpridos um mandado de prisão preventiva e um mandado de busca e apreensão domiciliar e pessoal, além de medidas judiciais de quebra de sigilos. As buscas tiveram como objetivo apreender dispositivos eletrônicos e coletar registros digitais.

A mulher foi presa e conduzida à delegacia para os procedimentos legais. Em seguida, foi encaminhada ao sistema prisional, onde permanecerá à disposição da Justiça. A polícia informou que ainvestigação segue para identificar os outros integrantes da quadrilha.

A Polícia Civil do Rio Grande do Norte reforça a orientação para que empresas e cidadãos confirmem, por meio de canais oficiais, qualquer solicitação de pagamento recebida por aplicativos de mensagens ou plataformas corporativas.

Com informações de Agora RN