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A arma utilizada no assassinato do gari Laudemir de Souza Fernandes, morto após uma briga de trânsito em Belo Horizonte, está registrada no nome da delegada da Polícia Civil de Minas Gerais, Ana Paula Balbino Nogueira.
Ana Paula é esposa do empresário Renê da Silva Nogueira Júnior, preso em flagrante na última segunda-feira (11), suspeito de efetuar o disparo que matou Laudemir, de 47 anos, na região oeste da capital mineira.
De acordo com a Polícia Civil, exames periciais confirmaram que o tiro que atingiu o peito da vítima partiu da arma pessoal da servidora. Na casa do casal, foram apreendidas duas armas: a de uso funcional e a particular da delegada.
A corregedoria da Polícia Civil instaurou procedimento disciplinar para apurar a conduta da delegada, que segue em atividade. "O fato de a arma estar registrada em nome de uma pessoa não necessariamente a coloca como coautora ou partícipe de um crime de homicídio", explicou o delegado Álvaro Huertas, em coletiva na última terça-feira (12).
O crime
Segundo testemunhas, o empresário se irritou com o caminhão de lixo que ocupava parte da rua e exigiu passagem. Mesmo após a motorista manobrar, ele teria ameaçado atirar nela, levando os garis a intervir. Nesse momento, Laudemir foi baleado no peito.
Em depoimento, Renê negou o crime e alegou não ter passado pelo local. Disse que passou o dia entre a empresa, o apartamento, um passeio com os cães e a academia, onde acabou preso.
A polícia, porém, afirma que depoimentos e imagens de câmeras de segurança confirmaram sua participação. Ele está preso preventivamente em Caeté, na Grande BH, e responde por homicídio qualificado — por motivo fútil e mediante recurso que dificultou a defesa da vítima — e ameaça.
O advogado do empresário não retornou aos contatos da reportagem. A defesa da delegada também não foi localizada.


