Baratas gigantes são transformadas em “paramédicas” para salvar vítimas de desastres

30 de Agosto 2026 - 14h55
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Pesquisadores australianos desenvolveram baratas-ciborgues equipadas com câmeras e dispositivos para transportar e liberar medicamentos. A tecnologia poderá, no futuro, ser usada por equipes de busca e resgate para ajudar pessoas presas sob escombros ou em locais de difícil acesso. Com informações do g1.

O projeto foi desenvolvido por cientistas das universidades de Queensland e Nova Gales do Sul. As chamadas “paraborgs” são baratas-gigantes-escavadoras do norte de Queensland, espécie que pode chegar a 8,5 centímetros e é considerada a mais pesada do mundo.

Pequenas mochilas foram instaladas nos insetos, contendo câmeras e cilindros de seringa. Eletrodos implantados no sistema nervoso permitem que operadores controlem a direção das baratas por meio de sinais elétricos.

Nos testes, os insetos chegaram aos pontos determinados em 100% das tentativas. A taxa geral de sucesso na administração dos medicamentos foi de 72%. Quando a injeção era acionada a até 15 centímetros do alvo, o índice chegou a 95%.

Segundo os pesquisadores, a ideia é utilizar enxames de baratas para localizar e auxiliar vítimas de terremotos, desabamentos e outros desastres. Os medicamentos poderiam ajudar em situações como picadas de cobra e reações alérgicas graves, enquanto as equipes de resgate não conseguem chegar ao local.

Os experimentos, porém, foram realizados apenas em laboratório, com alvos de silicone e pele de porco. Novos testes serão necessários para avaliar desafios como terrenos complexos, perda de sinal em estruturas destruídas e segurança das injeções.

Os pesquisadores afirmam que as baratas foram mantidas em condições adequadas durante o estudo, sendo alimentadas com folhas secas de eucalipto e maçãs.