Corte de supersalários é a aposta do governo para reequilibrar contas em 2027

01 de Novembro 2026 - 15h49
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O governo federal prepara um duro ajuste fiscal para 2027 diante da pressão do mercado financeiro por cortes de gastos e medidas para conter o crescimento da dívida pública. Uma das principais apostas é combater supersalários e gratificações que permitem a servidores ultrapassar o teto constitucional de R$ 46,3 mil. A estimativa é economizar cerca de R$ 20 bilhões por ano.

O desafio é abrir espaço no Orçamento para bancar promessas de Lula, incluindo mudanças no Bolsa Família, ampliação do Pé-de-Meia e a perda estimada de R$ 6 bilhões em arrecadação com a proibição das bets. O ministro da Fazenda, Dario Durigan, anunciou que o governo buscará cumprir o centro da meta fiscal em 2027, com superávit de 0,5% do PIB.

A Instituição Fiscal Independente (IFI), ligada ao Senado, alerta para o risco de déficit de 1% do PIB no próximo ano. Segundo o órgão, novas despesas e perdas de arrecadação representam um rombo de R$ 40 bilhões ainda sem previsão orçamentária, aumentando a pressão por cortes e maior controle dos gastos públicos.

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