O ex-ministro do Trabalho e da Previdência, Onyx Lorenzoni, afirmou nesta quinta-feira (6) que os problemas com descontos associativos em benefícios do INSS eram “recorrentes”, mas sem “relevância” durante sua gestão na pasta. A declaração foi dada em depoimento à CPMI do INSS, que apura um esquema de descontos não autorizados em aposentadorias e pensões.
Segundo Onyx, denúncias semelhantes existem desde 2010 e foram registradas em diferentes governos. Ele citou uma denúncia feita em 2018 pelo Conselho Nacional de Previdência Social e pelo Ministério Público, ainda durante o governo Temer.
O ex-ministro disse que, ao assumir o cargo, sua prioridade foi resolver o acúmulo de 2,5 milhões de processos e os problemas com empréstimos consignados. “No nosso tempo, como os números mostram, não havia relevância no tema dos descontos associativos”, afirmou.
Onyx chefiou a pasta entre julho de 2021 e março de 2022, no governo Bolsonaro. Durante o depoimento, negou conhecer o empresário Felipe Macedo Gomes, ex-presidente da Amar Clube de Benefícios — uma das entidades investigadas por desvio de dinheiro de aposentados. Gomes teria depositado R$ 60 mil na campanha de Onyx ao governo do Rio Grande do Sul em 2022.
“Nunca vi esse cidadão, não sei quem é. E nunca pedi dinheiro para bandido. Sou diferente, muito diferente”, respondeu Onyx.

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