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A madrugada desta quinta-feira (5) no BBB 26 foi marcada por um momento de preocupação dentro da casa. Durante a Festa do Líder, Marciele Albuquerque passou mal e precisou ser atendida no confessionário.
Nas redes sociais, a equipe da participante informou que ela sofreu uma forte crise de ansiedade, atribuída à pressão emocional do confinamento. Ambientes de reality show, com vigilância constante, falta de privacidade e julgamento público, podem intensificar emoções e desencadear episódios desse tipo.
Para a terapeuta Gláucia Santana, o que foi visto ao vivo representa um limite emocional diante de tanta pressão. “Do ponto de vista psicanalítico, não é fraqueza, é saturação. O reality show funciona como um laboratório emocional intenso, com hipervigilância, imprevisibilidade, julgamento permanente e pouco descanso. Em pessoas que costumam sustentar o controle, basta um gatilho para que o psiquismo perca o equilíbrio e o corpo passe a falar”, explicou.
A especialista também destacou que muitas mulheres acabam assumindo o papel de apoio emocional para todos ao redor. “Existe um roteiro muito comum: elas se tornam a base da família, quem segura tudo. Quando essa coluna treme, o mundo estranha. A cultura aplaude a mulher forte, mas muitas vezes não tolera a mulher humana”, afirmou.
Além da terapia tradicional, outras ferramentas podem ajudar no controle da ansiedade. A hipnoterapia, por exemplo, é utilizada como técnica complementar. Segundo o hipnoterapeuta Felipe Gonzalez, a prática pode ajudar a reprogramar respostas automáticas do cérebro. “Durante uma crise, o corpo entra em alerta máximo. A hipnose ajuda a acessar padrões emocionais inconscientes e desenvolver novas formas de reagir aos gatilhos”, explicou.
Casos de ansiedade também já foram relatados por diversas celebridades, como Gisele Bündchen, Lady Gaga, Anitta e Whindersson Nunes, que falaram publicamente sobre saúde mental.
Para Gláucia Santana, o episódio vivido por Marciele reflete um traço da sociedade atual, marcada por cobrança constante e exposição permanente. “Essa crise não é apenas dela. Vivemos em uma cultura que normaliza a sobrecarga e transforma vulnerabilidade em espetáculo. Quando alguém passa a vida sendo o chão para todos, raramente perguntam se essa pessoa também tem onde descansar”, concluiu.


