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O ex-procurador Deltan Dallagnol (Novo-PR) afirmou nesta quinta-feira (22) que a última vez em que analisou documentos relacionados a Lula (PT), o presidente acabou preso. A declaração foi feita no TSE, após a campanha petista aceitar as 19 exigências de Flávio Bolsonaro (PL) para abertura de sigilos.
“A última vez que eu fiz isso, Lula foi parar na cadeia”, disse Deltan, em referência à Operação Lava Jato. Ele foi escolhido pela campanha de Flávio para analisar documentos financeiros do presidente e de pessoas relacionadas a ele.
Lula ficou preso por 580 dias, entre 2018 e 2019. Em 2021, o STF anulou as condenações da Lava Jato em Curitiba por incompetência da vara e reconheceu a parcialidade do então juiz Sergio Moro no caso do tríplex.
Deltan afirmou que a aceitação das condições não significa que os documentos já tenham sido entregues. Ele defendeu que a análise abranja informações desde 2003, quando Lula assumiu a Presidência pela primeira vez.
A disputa começou no debate da Band, quando Lula desafiou Flávio a abrir seus sigilos. Após a apresentação das exigências pelo candidato do PL, representantes do PT formalizaram a aceitação no TSE nesta quinta-feira.
Apesar do acordo anunciado, os sigilos ainda não foram efetivamente abertos. A divulgação depende da entrega dos documentos e das providências cabíveis.


