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Os empresários Mohamad Hussein Mourad, o “Primo”, e Roberto Augusto Leme da Silva, o “Beto Louco”, principais alvos da Operação Carbono Oculto, negociam acordo de delação premiada com o Ministério Público de São Paulo. Foragidos, eles negam ligação com o PCC, mas fontes afirmam que dizem ter provas de um amplo esquema de propinas envolvendo políticos e autoridades, com valores que ultrapassariam R$ 500 milhões.
Segundo investigadores, o grupo teria usado uma rede de postos de combustíveis, fintechs e fundos de investimento para lavar recursos do crime organizado. A apuração estima movimentação de R$ 52 bilhões, sendo R$ 17,7 bilhões em operações suspeitas ligadas ao BK Bank. O MP afirma que qualquer envolvido na cadeia criminosa será responsabilizado.
A negociação da delação segue em análise pelos promotores. A defesa dos empresários não comentou o caso.
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