“Encontro você no inferno”: mensagens de PM morto revelam ameaças, ciúmes e mistério em caso investigado pela polícia

15 de Junho 2026 - 13h16
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Prints de conversas obtidos pela investigação mostram que o cabo da PM de Pernambuco José Maria Alexandre da Silva Junior, de 40 anos, enviou ameaças e mensagens de ciúmes à ex-companheira, Helen Kelly de Lima Pedrosa, meses antes de morrer dentro do apartamento dela, em Boa Viagem, no Recife.

Em uma das mensagens, o policial escreveu: “Você já está avisada. Tire as medidas na moral. Encontro você no inferno, mas encontro”. Em outra, afirmou: “Você é minha e de mais ninguém para sempre”.

Segundo o advogado da mulher, o relacionamento era marcado por ciúmes excessivos, controle e agressões. Helen obteve uma medida protetiva em março após episódios de violência física. Ela relatou à polícia que, mesmo após a decisão judicial, o militar continuou tentando contato por meio de amigos e familiares.

De acordo com o depoimento, José Maria pressionava a ex para retirar a medida protetiva, usando promessas de casamento e união estável. Apesar de terem decidido encerrar definitivamente o relacionamento no início de junho, os dois continuaram se encontrando.

Na noite da morte, o policial foi até o apartamento da ex, mesmo estando impedido de frequentar o local. Segundo a investigação, os dois consumiram bebidas alcoólicas e energético.

Um detalhe chamou a atenção dos investigadores: a mulher afirmou ter percebido que as taças usadas pelo casal haviam sido trocadas após ela sair para buscar gelo. Desconfiada, ela recolocou cada uma na posição original.

Horas depois, José Maria passou mal, apresentando espuma na boca e lábios arroxeados. Ele morreu no local antes da chegada do socorro.

As taças e amostras das bebidas foram apreendidas para perícia. Exames toxicológicos devem indicar se houve intoxicação e qual substância pode ter causado a morte.

A ex-companheira prestou depoimento e foi liberada. Até o momento, a Polícia Civil não confirmou a hipótese de envenenamento nem apontou suspeitos. O caso segue sob investigação da 3ª Delegacia de Homicídios de Pernambuco.

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