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O ex-atleta olímpico britânico Freddie Woodward revelou detalhes da relação que desenvolveu com a pornografia desde a adolescência e afirmou que o consumo frequente do conteúdo começou a prejudicar diferentes áreas de sua vida. O mergulhador, que representou a Grã-Bretanha nos Jogos Olímpicos do Rio, contou que durante muito tempo não percebeu a dimensão do problema.
Woodward teve contato com pornografia ainda jovem, inicialmente por meio de revistas e materiais compartilhados entre amigos. Com o avanço da internet, o acesso aos vídeos se tornou mais frequente e, posteriormente, praticamente diário. Paralelamente, o britânico construía uma carreira de alto rendimento nos saltos ornamentais e chegou a integrar o programa olímpico do país.
O atleta garantiu uma vaga na delegação britânica para a Rio 2016, terminando na 19ª colocação na prova de trampolim. Ele reconheceu que competia em uma geração extremamente forte do esporte britânico, mas conseguiu chegar aos Jogos graças à dedicação e à rotina intensa de treinamentos.
Segundo Woodward, os primeiros sinais de que o consumo estava se tornando um problema apareceram durante os estudos. “Toda vez que ia estudar para alguma revisão, a pornografia ficava constantemente dizendo: 'Estou aqui, estou aqui, estou aqui'”, relatou. Ele percebeu que estava perdendo produtividade, mas decidiu ignorar os sinais naquele momento.
Na adolescência, Woodward chegou a pesquisar se o vício em pornografia realmente existia. Ao encontrar uma informação de que o problema poderia estar relacionado a pessoas que consumiam mais de dez horas de conteúdo por dia, concluiu que seu comportamento não era preocupante, já que não chegava perto desse número. Anos depois, porém, passou a enxergar de outra maneira os impactos que o hábito teve em sua trajetória.


