Flávio Bolsonaro nega fim do Bolsa Família e acusa Lula de fake news

19 de Outubro 2026 - 18h28
Créditos: BRENO ESAKI/METRÓPOLES

O candidato à Presidência da República Flávio Bolsonaro (PL) acusou a equipe do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) de espalhar desinformação sobre suas propostas para o programa Bolsa Família. Em vídeo divulgado nesta segunda-feira (19), o senador negou qualquer intenção de encerrar o benefício social em um eventual governo e explicou o plano de transição defendido por sua campanha.

A controvérsia teve início após declarações da economista Daniella Marques, coordenadora da área econômica da campanha do PL, em entrevista à rádio CBN Bahia. Segundo a proposta apresentada, beneficiários do programa que conseguirem um emprego formal ou abrirem o próprio negócio terão um período de transição de dois anos, com garantia de retorno ao auxílio caso a iniciativa não dê certo.

O senador rebateu as alegações da oposição e negou o encerramento do programa. "Ele está dizendo por aí que eu acabaria com o Bolsa Família em até dois anos. É óbvio que isso não vai acontecer, é óbvio que isso é mentira", declarou Flávio.

Proposta de transição e críticas ao sistema atual

Durante a gravação, Flávio Bolsonaro criticou as normas atuais de retorno ao Bolsa Família, afirmando que quem deixa o benefício precisa enfrentar uma extensa fila até recuperar o auxílio. O candidato defendeu que, em uma eventual gestão do PL, a retomada do benefício será automática caso o trabalhador perca o emprego ou não consiga manter seu empreendimento.

Segundo Daniella Marques, o Bolsa Família é uma "proteção, mas é o início de uma jornada", destacando a importância de incentivar a autonomia financeira dos beneficiários. O candidato acusou a campanha adversária de utilizar estratégias de intimidação contra os eleitores.

Na reta final do vídeo, Flávio também fez críticas à condução econômica do atual governo federal, citando o endividamento das famílias e gargalos na segurança pública. O candidato convocou apoiadores a compartilharem o material para combater o que chamou de desinformação e pediu votos para o segundo turno das eleições, marcado para o próximo domingo (25).

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