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De Brasília, onde foi participar da convenção partidária do União Brasil, que antecipou a oficialização da criação da Federação União Progressistas, o prefeito Allyson Bezerra usou a saúde para justificar a viagem oficial e tentar atenuar o desgaste provocado pela suspensão de cirurgias eletivas por falta de pagamento.
Ao lado da senadora Zenaide Maia (PSD), com quem tem aliança político-eleitoral, ele anunciou R$ 3 milhões para a realização de cirurgias.
Os recursos já estavam previstos há tempo. Não houve nada de novo. O prefeito apenas produziu o conteúdo midiático que foi distribuído pela equipe contratada nas redes sociais e sites para, de uma só vez, justificar os gastos com a viagem política partidária e requentar promessa de melhor da saúde pública municipal.
A realidade, porém, é outra e preocupante. Mais de mil pacientes estão na fila de espera por cirurgia, que foram suspensas por falta de pagamento. A Prefeitura deve às instituições contratadas.
Só com a Apamim, somando todos os serviços contratados, o débito é de cerca de R$ 2 milhões. O problema se arrasta há mais de um ano e tornou-se ainda mais grave recentemente. Veja que as mulheres sofrem em fila de espera das cirurgias ginecológicas. A situação é bem delicada porque os procedimentos estão represados ou caminhando de forma lenta.
A Coluna César Santos teve acesso à planilha do Sistema de Informações Hospitalares (SIH), do Ministério da Saúde.Veja esse recorte: entre julho de 2024 a maio de 2025, o município de Mossoró só fez 27 cirurgias ginecológicas, sendo 19 realizadas entre junho a dezembro de 2024 e apenas 9 entre janeiro e maio de 2025.
O Ministério Público do Rio Grande do Norte está apurando o caso, a partir de denúncia formulada pelo Conselho Municipal de Saúde.
Com informações de coluna César Santos, do Jornal de Fato

