Créditos: Marcelo Casal Jr/Agência Brasil
Os crimes cibernéticos se tornaram o delito mais comum no Brasil. Em um período de 12 meses, mais de 30 milhões de brasileiros foram vítimas de golpes digitais, segundo pesquisa do Datafolha em parceria com o Fórum Brasileiro de Segurança Pública. Além disso, 46,4 milhões relataram ter recebido chamadas de falsas centrais bancárias, o que representa mais de 5,4 mil vítimas por hora.
A advogada Regina Melo foi vítima duas vezes seguidas: “Vários clientes ligando, fiquei nervosa, desequilibrada, parecia que eles estavam atuando ao mesmo tempo em que eu atendia”, relatou. Os criminosos tiveram acesso a dados de processos e entraram em contato com clientes, deixando a profissional “sem chão”.
Especialistas apontam que a combinação de impunidade, alto retorno financeiro e migração do crime físico para o virtual impulsiona o crescimento dos golpes digitais. As falsas centrais especializadas em aplicar golpes operam como verdadeiros escritórios do crime, com técnicas diferentes para cada público.
Os prejuízos estimados chegam a R$ 24,2 bilhões por ano. A orientação para se proteger inclui nunca fornecer dados pessoais por telefone, não clicar em links suspeitos e sempre confirmar a veracidade das ligações com o banco.


