Governo Lula avalia endurecer entrada de produtos americanos em resposta a Trump

04 de Agosto 2025 - 19h55
Créditos: Ricardo Stuckert/PR e Will Oliver/Pool/EFE/EPA

A equipe econômica do governo Lula estuda medidas para responder ao tarifaço do presidente americano Donald Trump. Em vez de taxar diretamente produtos importados dos EUA, o Brasil pode adotar o fim do "licenciamento automático" para mercadorias americanas.

Hoje, diversos produtos — como frutas, carnes, medicamentos, químicos e microchips — entram no Brasil com facilidades por meio do Siscomex, plataforma que agiliza a liberação junto a órgãos como Ibama, Anvisa e Receita Federal. Com o fim do licenciamento automático, cada remessa passaria por avaliação individual, o que atrasaria a entrada dos produtos sem aumento de impostos. A medida é vista como uma resposta menos agressiva, mas simbólica.

No curto prazo, o governo prepara ações de apoio aos exportadores brasileiros afetados pelas tarifas. A ajuda incluiria linhas de financiamento via BNDES, Caixa e Banco do Brasil, com foco em empresas altamente dependentes do mercado americano. Ações emergenciais não devem abranger todos os setores, já que alguns — como café e petróleo — teriam maior facilidade para redirecionar suas exportações. Já segmentos como pescados e madeira processada, com exigências sanitárias específicas, enfrentariam maiores dificuldades.