Ligada a ONG investigada por fraudar INSS foi condenada por morte de criança

01 de Novembro 2025 - 07h29
Créditos: Kebec Nogueira/Metrópoles

Uma loja que vende artigos indígenas no Aeroporto de Brasília e chama atenção pelo formato de oca tem entre seus sócios membros da Confederação Nacional dos Agricultores e Empreendedores Familiares Rurais (Conafer), uma das ONGs investigadas por desviar dinheiro de aposentados no caso conhecido como “farra do INSS”.

Um dos donos é Carlos Roberto Ferreira Lopes, presidente da Conafer e preso pela CPI do INSS. A outra sócia é Tehiana Gomes de Freitas Pataxó, atual chefe da Secretaria Nacional de Povos, Comunidades Tradicionais e Política Social (Sepocs) da entidade. Ela foi condenada a 13 anos de prisão por atropelar e matar uma criança de 4 anos em 2021, na Bahia, mas recorre em liberdade.

A Conafer é suspeita de reter cerca de R$ 688 milhões de aposentados desde 2019, segundo a CGU. A investigação apontou que mais de 620 mil beneficiários tiveram descontos indevidos apenas no primeiro trimestre de 2024.

Tehiana também foi citada na CPMI do INSS, após o relator Alfredo Gaspar questionar uma transferência de R$ 214 mil feita por Carlos Roberto à sua conta. Ele confirmou o repasse, mas não justificou o motivo.

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