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A mãe de Ágatha Isabelly, de 6 anos, e Allan Michael, de 4, desaparecidos há oito meses em Bacabal, no Maranhão, participou nesta quarta-feira (9) de uma reunião na sede da Polícia Federal, em São Luís, para tratar do apoio oferecido pela Interpol às buscas pelos filhos. Com informações do g1.
Uma das principais medidas adotadas foi a coleta do material genético de Clarice Cardoso para comparação com o DNA de uma criança encontrada nos Estados Unidos, que pode ser Allan Michael, segundo a advogada da família, Nathaly Moraes.
A Polícia Federal afirmou que a coleta de material genético foi realizada pelo Setor Técnico-Científico da instituição e será encaminhada nas próximas horas ao Instituto Nacional de Criminalística, em Brasília. No local, será feito o perfil genético da amostra, que será inserido no Banco Nacional de Perfis Genéticos e ficará disponível para possíveis comparações pela Interpol.
No entanto, a PF não comentou a hipótese de que a criança encontrada no exterior possa ser o menino maranhense desaparecido.
A possibilidade renovou a esperança da mãe, que afirmou acreditar que os filhos estejam vivos. “Eu estou me sentindo muito confiante, porque até então estava tudo muito esquecido. E hoje eu estou muito confiante de que meus filhos possam ser encontrados vivos”, afirmou Clarice após o encontro.
Segundo a advogada, a Interpol abriu um procedimento de cooperação internacional e colocou ferramentas à disposição da família. O confronto genético deverá indicar se a criança localizada nos Estados Unidos é ou não Allan.
Nathaly explicou, ainda, que as crianças nunca tiveram documentos de identidade e, por isso, não havia dados digitais que ajudassem na identificação.
“Os filhos de Clarice nunca tiraram identidade, então não havia na base de dados digitais nenhum dado relativo às crianças. E as crianças que estão sem ser identificadas lá não foram identificadas pela ausência de dados genéticos cadastrados. Então, a única possibilidade de saber de fato é confrontando o material genético", destacou Nathaly.
Após a advogada Nathaly Moraes afirmar que a Interpol passou a auxiliar o caso a partir de agora, o governador do Maranhão, Carlos Brandão, declarou que as crianças Ágatha e Allan já estavam incluídas na lista da organização há meses.
Por meio das redes sociais, Brandão afirmou que a inclusão dos nomes das crianças na Interpol ocorreu após uma articulação da Polícia Civil com a Polícia Federal e outras instituições, com o objetivo de ampliar a cooperação internacional.
O governador disse ainda que as diligências continuam em andamento e que todas as informações recebidas são analisadas pelas equipes responsáveis. Denúncias ou informações sobre o caso podem ser repassadas pelo Disque-Denúncia, no número 181.
Entretanto, ao g1, a PF confirmou que não houve outras solicitações de inclusão das crianças na lista da Interpol antes desta quarta-feira.


