Créditos: Marcelo Camargo/Agência Brasil
O ministro Alexandre de Moraes, relator da investigação sobre a tentativa de golpe de Estado, tomou medidas para evitar que o julgamento do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) seja interrompido na Primeira Turma do STF.
Nos bastidores, a estratégia tem sido chamada de “seguro antivista”, em referência ao pedido de vista que pode suspender o julgamento por até 90 dias. Moraes articulou com o presidente da Turma, Cristiano Zanin, para que o caso não fosse pautado imediatamente após as alegações finais, dando cerca de dez dias para análise prévia dos ministros.
O relator também enviou aos colegas um link com todas as provas da investigação, incluindo vídeos de depoimentos e interrogatórios. Segundo auxiliares, a iniciativa foi uma “lição de casa” para que todos estejam aptos a votar.
O julgamento do “núcleo 1” está previsto para começar em 2 de setembro. A Primeira Turma é formada por Moraes, Zanin, Luiz Fux, Flávio Dino e Cármen Lúcia. As duas primeiras sessões devem ser dedicadas às sustentações orais, com votação a partir do dia 9.
Embora se cogitasse um pedido de vista de Fux, ele já descartou a possibilidade. Para evitar atrasos, Zanin concentrou as cinco sessões entre 2 e 12 de setembro. Caso algum ministro peça vista, o prazo de 90 dias terminaria antes do recesso, permitindo a retomada do julgamento ainda em 2025.


