Mulher com câncer raro: “Tomava água pelas gotas de algodão molhado”

16 de Agosto 2025 - 10h22
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A professora paraibana Carolina Laura Silva Passos, 52 anos, recebeu em 2023 o diagnóstico de câncer no duodeno, um tipo raro de tumor do sistema digestivo. O achado precoce, durante exames de rotina, foi decisivo para o tratamento.

Em janeiro de 2024, ela passou por uma cirurgia complexa para retirada do duodeno e da cabeça do pâncreas. A recuperação foi marcada por complicações, incluindo hemorragia interna, que prolongaram a internação por 21 dias. “A água que eu tomava era por um algodão molhado pingando na minha boca”, relembra.

Durante o período hospitalar, Carolina viveu um reencontro emocionante: foi cuidada por uma ex-aluna alfabetizada por ela. “Senti como se estivesse recebendo uma recompensa”, conta.

Segundo a oncologista Gabrielle Scattolin, que acompanha o caso, o câncer no duodeno é de difícil diagnóstico, pois o órgão não é acessado por exames de rotina. Após a cirurgia, Carolina desenvolveu insuficiência pancreática exócrina e hoje faz uso contínuo de enzimas pancreáticas.

Recuperada, sem necessidade de quimio ou radioterapia, a professora cumpre uma promessa feita durante o tratamento: para cada dia internada, compartilhará seu testemunho com desconhecidos. “Suportei tudo com a ajuda da minha família e amigos. Quero que minha história sirva de esperança para quem passa por momentos difíceis”, afirma.