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A técnica de enfermagem Gessicarla de Almeida denunciou maus-tratos contra o filho, de 2 anos e 8 meses, em uma creche pública do Distrito Federal após esconder um dispositivo de escuta na mochila da criança.
O caso ocorreu no Centro de Educação da Primeira Infância Araçá-Mirim, em Sobradinho II.
Mudança de comportamento
Segundo a mãe, o menino estava matriculado havia apenas duas semanas quando passou a apresentar mudanças bruscas de comportamento, como fome excessiva, olhos lacrimejantes e desespero ao ser levado para a escola.
Desconfiada, ela decidiu colocar um equipamento de escuta na mochila da criança. Ao ouvir os áudios gravados no dia seguinte, afirmou ter confirmado os maus-tratos.
Conteúdo das gravações
Nas gravações, funcionárias aparecem imitando o choro do menino e dizendo frases como que a mãe não iria buscá-lo. Em outro trecho, uma mulher afirma que ele ficaria o dia inteiro no local, mesmo chorando ou com fome.
Os áudios indicam que a criança chorava durante grande parte do período em que permanecia na unidade. A mãe aponta como suspeitas duas monitoras e a professora responsável pela turma.
Providências
Após questionar a direção da creche, Gessicarla afirma que a instituição disse que tomaria providências.
Ela registrou ocorrência na 35ª Delegacia de Polícia. A criança foi encaminhada ao Instituto Médico Legal para exame de corpo de delito, e o Conselho Tutelar foi acionado.
A unidade é pública e vinculada à Secretaria de Educação do Distrito Federal, com gestão terceirizada ao Instituto Vitória-Régia.
A Secretaria foi procurada para se manifestar sobre a denúncia, mas não houve retorno até o fechamento desta matéria. O espaço permanece aberto.


