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Ir ao supermercado para comprar peixes e se deparar com uma variedade de opções que gera a seguinte dúvida: quais são os mais gordurosos e, consequentemente, benéficos à saúde? A nutricionista Thays Pomini explica que nenhum outro alimento entrega gordura insaturada com dois ácidos graxos da família do ômega 3 — EPA e DHA — em quantidade comparável e significativa.
Pós-graduada em nutrição estética e esportiva, a especialista esclarece que a gordura presente nos peixes é o motivo pelo qual o alimento é recomendado. “As principais sociedades de cardiologia indicam justamente os peixes gordurosos, e não os magros, quando o objetivo é a saúde cardiovascular”, argumenta.
Peixes com alto teor de gordura
Entre os peixes disponíveis no mercado brasileiro, conforme a nutricionista, os cinco com maior teor de gordura são:
Cavala: com algo em torno de 13 a 26 gramas de gordura a cada 100 gramas;
Arenque: com 9 a 13 gramas;
Salmão, especialmente o de cultivo: com 10 a 13 gramas;
Sardinha: com 9 a 11 gramas;
Atum fresco: considerado o mais variável de todos, pode ir de 5 a 15 gramas, dependendo da espécie, estação e parte do corpo do animal.
Tainha;
Truta salmonada;
Anchova.
Thays dá um aviso com relação ao atum em lata conservado em água. A versão tem cerca de 1 grama de gordura a cada 100 gramas. Segundo a pós-graduanda em nutrição fitoterápica, genética e epigenética, essa opção não entra na lista devido a gordura ficar no líquido descartado durante o processamento.
A especialista destaca que a orientação mais consolidada envolve consumir, pelo menos, duas porções de peixe por semana.
Fonte de compostos
Além do ômega 3 — DHA e EPA —, esses peixes “gordurosos” trazem na composição alto teor de vitamina D. “São uma das fontes mais relevantes do composto, que atua no metabolismo ósseo, na função muscular e na modulação imunológica”, menciona a nutricionista.
De acordo com a expert em nutrição esportiva, a vitamina B12 é outro ativo presente nesses alimentos. “É essencial para o sistema nervoso e para a formação das células do sangue”, detalha. Ela cita que os peixes são fontes de selênio, iodo, zinco, fósforo e proteína de alto valor biológico com boa digestibilidade.
Thays Pomini salienta que o salmão e a truta têm um pimento carotenoide, chamado astaxantina, responsável pela cor alaranjada e com ação antioxidante.
Quanto à sardinha em lata consumida com a espinha, que amolece durante o processamento, a especialista ressalta ser “uma das fontes populares mais baratas de cálcio que existe”. “Tem a vantagem de vir acompanhada da vitamina D que ajuda a absorver o mineral”, finaliza a nutricionista.
Fonte: Metrópoles


