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Pelo menos 60 pessoas morreram durante a megaoperação contra o Comando Vermelho, deflagrada nesta terça-feira (28) nos complexos do Alemão e da Penha, no Rio de Janeiro. Entre os mortos estão quatro policiais — dois civis e dois militares. A ação mobilizou 2,5 mil agentes de segurança e é considerada a mais letal da história do estado, segundo informações da coluna Mirelle Pinheiro, do Metrópoles.
Os criminosos reagiram com barricadas, drones, bombas e tiros. Até o momento, 81 prisões foram confirmadas, e 75 fuzis foram apreendidos.
Um dos mortos é o delegado Marcos Vinicius Cardoso Carvalho, 51 anos, conhecido como “Máskara”, chefe da 53ª DP (Mesquita). Ele foi baleado durante o confronto.
Em coletiva, o governador Cláudio Castro (PL) afirmou que não pediu apoio ao governo federal, alegando que o Planalto já havia negado três solicitações de uso de blindados. “O presidente é contra a GLO. Cada dia é uma razão para não colaborar”, disse.
Durante a operação, traficantes lançaram bombas com drones contra policiais da Core (Coordenadoria de Recursos Especiais).
Enquanto a coletiva ocorria, o traficante Thiago do Nascimento Mendes, o Belão do Quitungo, foi preso. Ele é considerado braço direito de Doca, uma das principais lideranças do Comando Vermelho.
Participaram da coletiva os secretários de Segurança Pública, Victor dos Santos, e da Polícia Militar, Marcelo de Menezes.
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