Créditos: REUTERS/Ricardo Moraes
A Polícia Federal encontrou uma anotação da ex-assessora de Arthur Lira (PP-AL), Mariângela Fialek, a "Tuca", que pode indicar a continuidade de um mecanismo semelhante ao orçamento secreto mesmo após a decisão do STF que proibiu repasses sem rastreabilidade. A informação foi divulgada pelo portal UOL.
Segundo a reportagem, a anotação cita recursos de RP2 destinados a órgãos como FNDE, Codevasf, Ministério da Cidadania e Ministério da Agricultura, o que, na avaliação da PF, pode indicar reserva de verbas para indicação de parlamentares ou grupos políticos já no governo Luiz Inácio Lula da Silva (PT).
A investigação começou em 2025, quando a PF cumpriu mandado de busca e apreensão contra a ex-assessora, apontada como uma das articuladoras da distribuição de verbas parlamentares desde o governo Jair Bolsonaro.
Em nota, a Secretaria de Relações Institucionais afirmou que a execução de recursos discricionários é responsabilidade dos ministérios e que atua apenas na gestão de emendas parlamentares conforme as regras do STF. A defesa de Mariângela Fialek disse que sua atuação era exclusivamente técnica. O FNDE informou desconhecer o valor citado na anotação, enquanto a Codevasf afirmou que não comenta investigações em andamento.


