Entenda como casal furtou bilhete que ganhou R$ 29 milhões na Mega

01 de julho 2026 - 14h08
Créditos: Rafa Neddermeyer/Agência Brasil

O Superior Tribunal de Justiça (STJ) decidiu manter na Justiça Estadual o processo contra um casal acusado de furtar um bilhete premiado da Mega-Sena no valor de R$ 29 milhões em Sinop (MT). A investigação começou em agosto de 2023, após uma funcionária de uma lotérica pedir demissão e afirmar que o marido era um dos ganhadores do prêmio.

Segundo a investigação, a funcionária imprimiu um bilhete com defeito para uma cliente, emitiu outro com os mesmos números e entregou o novo comprovante. Em vez de descartar o primeiro bilhete, ela o guardou no cofre da lotérica e, após o sorteio, o retirou ao descobrir que estava premiado.

Imagens de câmeras de segurança mostram a funcionária e uma colega comemorando o resultado. No dia seguinte, ela e o marido pediram demissão, e o homem se apresentou à Caixa Econômica Federal para sacar o prêmio de R$ 29.058.128,28, uma das quatro cotas do concurso.

A defesa alegava que o caso deveria ser julgado pela Justiça Federal, por envolver pagamento da Caixa. No entanto, o ministro Ribeiro Dantas, do STJ, entendeu que a suposta vítima do crime é a casa lotérica, empresa privada, e que o saque do prêmio não altera a competência da Justiça Estadual.