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A Polícia Federal (PF) pediu ao ministro André Mendonça, do Supremo Tribunal Federal (STF), mais prazo para concluir os inquéritos que investigam Fábio Luís Lula da Silva, o Lulinha, filho do presidente Lula (PT), e a lobista Roberta Luchsinger.
No início de outubro, os investigadores alegaram que o prazo inicial de 60 dias foi insuficiente para concluir as apurações, devido à existência de diversas diligências em andamento.
A PF solicitou relatórios detalhados sobre as relações entre Lulinha, Roberta e o empresário Antônio Carlos Camilo Antunes, conhecido como Careca do INSS. Também pediu o levantamento das viagens nacionais e internacionais do filho do presidente, incluindo quem custeou os deslocamentos e quando ele esteve acompanhado da lobista.
As diligências abrangem ainda outras pessoas citadas nos inquéritos, como o empresário Fernando Bittar e Marco Aurélio Santana Ribeiro, o Marcola, ex-chefe de gabinete de Lula. Os pedidos estão sob sigilo e aguardam decisão do STF.
Lulinha é alvo de três investigações
A PF passou a investigar Lulinha em julho deste ano. Um dos inquéritos apura suspeitas de corrupção e tráfico de influência em negociações envolvendo medicamentos à base de cannabis medicinal. Os investigadores apuram uma possível sociedade entre ele e o Careca do INSS, apontado como um dos principais operadores das fraudes no Instituto Nacional do Seguro Social (INSS) reveladas pelo Metrópoles.
O segundo inquérito investiga uma eventual prática de tráfico de influência para beneficiar empresários em contratos da Dataprev.
Já a terceira investigação, sob relatoria do ministro Flávio Dino e também mantida sob sigilo, apura suspeitas de tráfico de influência para favorecer empresas junto a órgãos públicos.
As investigações seguem em andamento, e os pedidos de prorrogação ainda aguardam análise do Supremo.


