Créditos: William Cardoso/Metrópoles
Ao menos quatro policiais militares foram afastados das atividades operacionais neste domingo (11/10), após a morte de Gustavo Munis de Santana, de 20 anos, atingido por 27 tiros em Moema, na Zona Sul de São Paulo. Segundo boletim de ocorrência obtido pelo Metrópoles, os agentes dispararam 45 vezes durante a abordagem.
Os policiais haviam sido acionados para atender a uma ocorrência de tentativa de suicídio. A denúncia indicava que o jovem estava transtornado e ameaçava atirar contra si mesmo, mas não há registro de que estivesse armado.
Segundo os relatos dos agentes, Gustavo foi encontrado em uma passarela na Avenida Moreira Guimarães e, depois, correu até a Alameda dos Guaramomis, onde se abrigou ao lado de um imóvel. Ao todo, oito policiais participaram da abordagem, após o envio de outras três viaturas.
Os PMs afirmaram que o jovem saiu de uma área escura e estendeu os braços na direção deles, segurando um objeto escuro, que depois foi identificado como um celular. Os policiais abriram fogo, e um dos soldados disparou 14 vezes contra Gustavo.
Câmeras corporais serão analisadas
O Departamento de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP) recolheu as câmeras corporais dos policiais e solicitou acesso às gravações. Também foram identificadas câmeras de vigilância na região, e dados de pessoas de interesse foram coletados.
Familiares informaram que Gustavo fazia uso de antidepressivos desde o ano passado. O boletim registra que ele morava com a mãe e as irmãs e não tinha antecedentes criminais.
O caso foi registrado como resistência e homicídio decorrente de intervenção policial.


