Protesto na COP30 acaba em empurra-empurra, confusão e ferido na ‘área VIP’ da ONU

12 de Novembro 2025 - 06h49
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Uma manifestação da sociedade civil, da qual participou um grupo de indígenas, deixou feridos em frente à Blue Zone da 30ª Conferência das Nações Unidas sobre as Mudanças Climáticas (COP30). A confusão aconteceu no início da noite desta terça-feira (11). Até o momento, contabilizou-se uma pessoa ferida.

Até o momento, a Convenção-Quadro das Nações Unidas sobre a Mudança do Clima (UNFCC) não se manifestou sobre o assunto. Os seguranças do Departamento de Segurança da ONU (UNDSS) expulsaram os manifestantes logo na entrada da Blue Zone, área restrita da COP onde concentram-se as autoridades dos países que fazem parte da Conferência.

Após a confusão, os seguranças da ONU bloquearam o caminho com um cordão humano e impediu o acesso de jornalistas. Um integrante da UNDSS foi hostil a uma jornalista, tentando impedir filmagens e fotografias.

O grupo fazia parte da Marcha Global Saúde e Clima, que diz ter reunido cerca de 3 mil pessoas. A entidade diz que cumpriu “acordos previamente firmados com a organização da COP30”.

De acordo com a Marcha Global Saúde e Clima, o objetivo foi “chamar atenção para os impactos das mudanças climáticas na saúde pública e para a necessidade urgente de políticas que protejam tanto as pessoas quanto o planeta”.

A confusão
Um grupo de manifestantes chegou a ultrapassar a área de credenciamento, após os detectores de metal. Foi quando os seguranças se concentraram para tentar conter a entrada.

Um integrante da equipe de segurança que ficou ferido foi atendido por colegas, sendo levado de cadeira de rodas pelo corredor da Blue Zone. Depois de expulsar os manifestantes, a equipe usou mesas de madeira para montar barricadas nas portas, segundo relatos de pessoas que acompanharam a confusão de perto.

A equipe de segurança isolou a entrada principal da Blue Zone com dois cordões humanos e retirou todas as pessoas que estavam lá. A segurança na COP é feita por agentes contratados pela ONU, que pediram reforços a agentes estaduais e bombeiros civis.

Com informações de Metrópoles