RN tem pior mês de julho na geração de empregos desde a pandemia e fica na penúltima posição do Nordeste

30 de Agosto 2026 - 11h02
Créditos: Reprodução/Gazeta do Povo

O Rio Grande do Norte registrou, em julho de 2026, o pior saldo de empregos formais para o mês desde a pandemia. Foram 999 novas vagas, resultado de 21.759 admissões e 20.760 desligamentos. Com informações da Tribuna do Norte.

O desempenho ficou bem abaixo dos anos anteriores. Em julho de 2025, o estado havia criado 3.446 postos, enquanto, em 2024, foram 6.014. O resultado deste ano representa menos de 30% do saldo registrado no mesmo mês de 2025.

Apesar de superar o resultado de junho, quando foram abertas 332 vagas, o RN ficou na penúltima posição do Nordeste em julho, à frente apenas do Maranhão, com 654 postos.

Os dados são do Caged e foram analisados pelo Boletim de Emprego do Sebrae-RN.

Agropecuária lidera

A agropecuária foi o setor que mais gerou empregos no mês, com 1.291 vagas, impulsionada pelo início da safra do melão, responsável por 1.020 postos. A indústria abriu 383 vagas e o comércio, 204.

Já o setor de serviços perdeu 608 postos, principalmente em serviços combinados de apoio a edifícios. A construção civil também registrou saldo negativo, com 271 vagas fechadas.

O salário médio real no estado ficou em R$ 1.903,41.

Acumulado do ano

De janeiro a julho, o RN acumula 1.822 novos empregos formais. O resultado é sustentado pelos serviços, que abriram 4.052 vagas. Em contrapartida, a agropecuária acumula perda de 3.222 postos e a indústria, de 741.

No Brasil, foram criadas 58.568 vagas formais em julho, queda de 56,3% em relação a julho de 2025, quando o país abriu 133.932 postos.