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A senadora Tereza Cristina (PP-MS) decidiu manter sua candidatura à presidência do Senado, dificultando a tentativa da oposição de reunir apoio em torno de um único nome contra Davi Alcolumbre (União-AP). Segundo informações da CNN Brasil, a disputa deverá contar com três candidatos: a parlamentar, o atual presidente da Casa e Rogério Marinho (PL-RN).
Tereza e Marinho se reuniram na semana passada para buscar um entendimento, mas a conversa terminou sem que nenhum dos dois desistisse de concorrer. O senador do Rio Grande do Norte deve oficializar sua candidatura nesta quarta-feira (4), enquanto a senadora mantém as articulações por apoio.
A aposta de Tereza é se apresentar como alternativa aos dois adversários. Para isso, busca atrair parlamentares do Centrão que resistem tanto à permanência de Alcolumbre no comando da Casa quanto à candidatura de Marinho. Na avaliação de aliados, ela tem maior capacidade de interlocução com diferentes grupos políticos, inclusive com integrantes da base governista.
A posição sobre pedidos de impeachment de ministros do Supremo Tribunal Federal (STF) é um dos pontos com os quais a senadora procura diferenciar sua candidatura. Tereza defende que o Senado possa discutir o assunto, mas não quer transformá-lo na prioridade dos trabalhos.
Conforme o relato, essa postura se distancia da proposta de Marinho de dar prioridade ao tema e da condução de Alcolumbre, sob a qual a pauta permanece bloqueada. A senadora também defende uma agenda voltada a reformas econômicas.
Nos cálculos dos aliados de Tereza, nem Alcolumbre nem Marinho reúnem atualmente os 41 votos necessários para vencer a eleição. A estratégia da parlamentar é ampliar sua base de apoio e tentar convencer o senador potiguar a deixar a disputa para apoiá-la.
A eleição para a presidência do Senado está marcada para 1º de fevereiro de 2027. Até o momento, a tentativa de acordo entre Tereza e Marinho não resultou em uma candidatura unificada.


