Transposição do Rio São Franscico: Rogério acusa governo do PT de ‘reescrever a história’

17 de Agosto 2025 - 14h30
Créditos: Ministério da Integração e do Desenvolvimento Regional

O governo do Estado divulgou que as águas de transposição do Rio São Francisco chegaram ao Rio Grande do Norte no meio da semana, mas o senador Rogério Marinho (PL-RN) afirma que, na verdade, em fevereiro de 2022 o então presidente Jair Bolsonaro havia estado em Jardim de Piranhas, na região do Seridó, para assistir a chegada das águas do “Velho Chico” no leito do rio Piranhas-Açu a partir do seu curso na Paraíba. Informações da Tribuna do Norte.

“O PT gosta de reescrever a história, mas a história está aí, os dados oficiais estão aí. nós pegamos uma obra que deveria ter sido concluída em 2012, depois foi reprogramada para 2015, uma obra que custaria R$ 4 bilhões de reais, foi concluída com mais de R$ 14 bilhões”, disse Rogério Marinho.

O senador Rogério Marinho reportou que ao chegar ao governo Bolsonaro (2019-2022) como ministro do Desenvolvimento Regional, as obras do trecho norte do Projeto de Transposição das Águas do São Francisco estavam com menos de 34% e “não tinham funcionalidade, concluímos o eixo norte e reformamos uma série de problemas que existiam ao longo do trajeto, recuperamos canais e em fevereiro de 2022 chegamos aqui ao Rio Grande do Norte”.

Marinho lembra que, ao longo de 2022, viu declarações do Governo do Estado de que “só foram bombeados 12 dias a água, está no site do próprio Ministério do Desenvolvimento Regional, ou em torno de 88 milhões de metros cúbicos de água foram bombeados para o Rio Grande do Norte”.

Segundo o senador, esse movimento foi paralisado em janeiro de 2023 “já no governo do PT sob a alegação de que precisavam fazer manutenção, recondicionamento e reestruturação da estação de bombeamento em Salgueiro (PE).

Agora, continuou Marinho, “anunciam que está chegando água de forma ‘regulada’, mas deveriam ficar quietos, porque isso mostra a incompetência desse governo. Demorou dois anos e meio para fazer ajuste de bombas, para recuperar essas bombas que estavam danificadas”.

“E durou dois anos e meio, olha a incompetência desse governo dois anos e meio, melhor fariam eles de voltar a fazer o bombeamento e ficarem calados, mas eles fazem alarde, barulho pirotecnia pra mostrar uma situação quando na verdade só demonstra a incompetência e eu diria assim a desonestidade intelectual que esse governo tem”, diz.

Rogério Marinho ainda retocou que, “quando isso acontece”, o governo federal diz que vão bombear 44 milhões de metros cúbicos na barragem de Oiticica (Seridó) e em consequência na barragem Armando Ribeiro Gonçalves (Vale do Açu), porque antes “só foi feito experimentalmente, ora, 44 é a metade do que a gente fez em 2022”.

Então, continuou Marinho “até sem querer ser deselegante com a governadora Fátima Bezerra e com o ministro Waldez Góes (Desenvolvimento Regional), basta de mentira, apesar de que as obras estão aí e a população é que deve ser beneficiada por isso”.

O senador potiguar esclarece que, em 2021, foi assinado em João Pessoa (PB) um pré-acordo com os governadores do Nordeste, inclusive pela governadora do Estado, sobre o uso das águas de transposição do São Francisco: “Todos os artigos, componentes e condicionantes desse pré-acordo foram ratificados em 2023. Porque o PT faz o seguinte, esconde a história, que começou agora. Então, o que foi feito em 2021, só foi ratificado em 2023. Então, a regulação é outra falácia, é outra mentira”, afirma.

A TRIBUNA DO NORTE questionou o senador a respeito do ramal do Apodi, que também receberá águas do São Francisco a partir da Tromba do Elefante. “É uma outra situação, inclusive o PT em 2013 retirou do projeto inicial o ramal do Apodi, reinserimos e fizemos o novo projeto do canal do Apodi, aliás, a governadora tem dito que todo o acervo hídrico do Estado é obra dela e do governo do PT. Pelo contrário, apesar do PT, está acontecendo. A adutora do Seridó fomos nós. A adutora do Agreste deixei o recurso assegurado para fazer o projeto, que foi feito. A obra foi licitada, colocaram no PAC e não botaram o dinheiro e como senador da República apontei a emenda para permitir o início da obra e conversei com o relator para fazer o acréscimo de recursos. Então o PAC, na verdade, é outra cortina de fumaça, todas as obras estruturantes importantes na área hídrica no Estado foram frutos da administração do presidente Bolsonaro”, explica o senador.

Segundo Marinho, a própria barragem do Oiticica – mais de R$ 300 milhões foram alocados na obra ao longo dos quatro anos de Bolsonaro – “ficou com 95% e só não foi concluída pelo mau gerenciamento da obra, fruto da ação do governo do estado, que não conseguiu negociar com 12 famílias durante dois anos para permitir o fechamento da barragem”.