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O porta-voz do governo argentino, Adrián Ravier, não respondeu, nesta terça-feira (3), se o presidente Javier Milei ajudou o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) na passagem pelo país na fuga para os Estados Unidos.
“É irrelevante”, alegou o porta-voz de Milei, em coletiva de imprensa, negando saber se o presidente argentino sabia que Flávio entraria no país.
Segundo Ravier, o ex-candidato brasileiro entrou na em território argentino de maneira formal, com documentos válidos.
“Ele entrou com os papéis em ordem, a aduana argentina fez tudo o que poderia fazer com uma pessoa que entrou com seu passaporte na Argentina”, afirmou.
O porta-voz de Milei também disse que não havia um pedido de captura internacional de Flávio, “nem qualquer irregularidade do governo argentino diante da entrada de [Flávio] Bolsonaro na Argentina e sua viagem aos Estados Unidos”.
“Não temos muito mais para dizer a respeito e para nós o assunto está encerrado”, disse.
Diante da insistência da imprensa argentina sobre se Milei sabia que Flávio Bolsonaro entraria no país, o porta-voz respondeu: “Não sei, mas acho irrelevante”.
Flávio Bolsonaro fugiu do Brasil na última terça-feira (27), passando pela Argentina. Após uma escala no Equador no dia seguinte, ele desembarcou nos Estados Unidos.
À CNN Brasil, uma fonte policial afirmou sob condição de anonimato que o documento utilizado pelo senador para entrar no país pela cidade argentina de Puerto Iguazú, na fronteira com Foz, foi o passaporte italiano do ex-candidato.
A esposa dele, Fernanda, e uma das filhas, utilizaram passaportes brasileiros. E outra das filhas do senador usou RG.
Segundo a imprensa argentina, o principal estrategista de Milei, Santiago Caputo, esteve pessoalmente no aeroporto de Puerto Iguazú para acompanhar o embarque de Bolsonaro rumo ao Equador. Até o momento, o governo Milei se restringiu a afirmar que o senador brasileiro passou pelo país regularmente.


