Créditos: Rovena Rosa/Agência Brasil
Ao menos 51 universidades e institutos federais enfrentam paralisações de servidores técnico-administrativos em educação (TAEs). O movimento se concentra principalmente na região Sudeste e atinge instituições importantes, como a Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ), a maior federal do país. UFRN e Ufersa também paralisaram atividades.
O levantamento é da Federação de Sindicatos de Trabalhadores Técnico-Administrativo em Instituições de Ensino Superior Públicas do Brasil (Fasubra). Segundo a federação, parte das paralisações já dura cerca de dois meses — desde 23 de fevereiro — enquanto outras adesões são mais recentes e vêm sendo realizadas ao longo dos últimos dias.
Os impactos afetam os serviços de apoio, com atrasos na emissão de documentos, processamento de matrículas e suporte administrativo, além do funcionamento de bibliotecas, laboratórios e rádios.
Entre as principais reivindicações da categoria está a implementação do Reconhecimento de Saberes e Competências (RSC), além de outros pontos previstos no acordo firmado com o governo federal em 2024, como a redução da jornada de trabalho de 40 para 30 horas semanais.
Em nota, o Ministério da Gestão e da Inovação em Serviços Públicos (MGI) informou que “as negociações com as entidades representativas dos Técnicos-Administrativos em Educação das instituições federais de ensino superior públicas duraram vários meses e resultaram na assinatura do Termo de Acordo n° 11/2024, em 27 de junho de 2024. O termo foi assinado pelo governo, Fasubra e Sinasefe e previu a reestruturação de carreira e reajuste salarial para 2025 e 2026”.
Segundo órgão, “o governo atendeu boa parte dessas demandas dos TAES na Lei 15.367/2026, sancionada em março deste ano, entre elas: o Reconhecimento de Saberes e Competências (RSC), que agora está em fase de regulamentação para ser implementado; a jornada de 30 horas semanais (6 horas ininterruptas) para atividades de atendimento ao público externo, que inclui alunos e população em geral; e o plantão de 12 horas por 60 horas para servidores dos hospitais universitários e vigilantes”.
Também em nota, o Ministério da Educação (MEC) informou que “reafirma seu respeito ao direito constitucional de greve e mantém diálogo permanente com as categorias da educação federal”.
Com informações de Metrópoles

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