Créditos: Antonio Augusto/STF
Pressionado a dar resposta à crise no Supremo Tribunal Federal (STF), o presidente da Corte, Edson Fachin, adotou nesta quarta-feira (9) uma série de medidas para organizar os processos que colocaram ministros em confronto.
Entre as quais, retirou Alexandre de Moraes da relatoria do chamado Inquérito das Fake News e marcou para 15 de setembro sessão extraordinária sobre os elementos encontrados pela Polícia Federal (PF) que revelaram troca de mensagens entre o ministro e o banqueiro Daniel Vorcaro, do Banco Master.
Os detalhes da apuração vieram à tona após o ministro André Mendonça, relator do caso no STF, retirar o sigilo dos autos, o que acirrou o embate entre os colegas de Corte. Espera-se que, na sessão do dia 15 de setembro, o plenário decida se Moraes será ou não alvo de investigação formal.
Em uma das mensagens enviadas por Vorcaro a Moraes, no dia 15 de novembro do ano passado, dois dias antes de o empresário ser preso, o banqueiro perguntou: “Acha que segunda já tenho que estar fora?”. Um dia depois, o ex-controlador do Master voltou a entrar em contato com o ministro: “Você acha que existe alguma chance disso acontecer amanhã de manhã?”.
Vorcaro foi preso pela Polícia Federal na noite do dia 17 de novembro, no Aeroporto de Guarulhos, quando se preparava para embarcar em um jato particular, com destino a Dubai.
A suspeita é que Moraes teria discutido antecipadamente com Vorcaro a chance de a PF deflagrar operação contra o banqueiro.
Com informações de Metrópoles


