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A morte da jogadora marroquina Faten Ben Amar El Azizi comoveu o futebol africano. A atleta faleceu na última quinta-feira (30) ao tentar atravessar a nado a fronteira entre o Marrocos e Ceuta, território espanhol no norte da África, durante a crise migratória que atinge a região.
Considerada uma das promessas do futebol feminino marroquino, El Azizi defendia o Moghreb Athlétic, da cidade de Tétouan. Após a confirmação da morte, a União de Jogadores Profissionais do Marrocos e o clube divulgaram notas de pesar. Em um dos trechos da homenagem, o Moghreb Athlétic afirmou que a atleta "buscava apenas uma vida melhor e um futuro que acreditava estar do outro lado da fronteira".
A tragédia ocorreu durante a chegada em massa de imigrantes marroquinos a Ceuta, enclave espanhol localizado na costa norte da África e que integra a União Europeia. A cidade se tornou um dos principais pontos de entrada de migrantes que tentam alcançar o continente europeu.
Segundo as autoridades espanholas, mais de 60 mil pessoas tentaram atravessar a fronteira durante a crise migratória. O número de mortos chegou a 57, enquanto mais de 37 mil imigrantes já foram devolvidos ao Marrocos. O governo da Espanha afirma que a situação está sob controle, embora o episódio tenha voltado a expor os riscos enfrentados por quem tenta deixar o país em busca de melhores condições de vida.


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