De apetite a memória: veja 5 sinais incomuns da deficiência de vitamina B12

23 de Outubro 2026 - 11h31
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O cansaço e a fraqueza são os sintomas mais comuns quando há suspeita de deficiência de vitamina B12, a cobalamina. Essencial para o funcionamento do sistema nervoso, da produção do sangue e até mesmo para a replicação do material genético, a falta da substância pode interferir até mesmo na memória. 

O nutriente não é produzido pelo corpo humano, por isso, a absorção vem especialmente pela alimentação, conforme destaca à coluna Claudia Meireles o médico Fabiano Girade, coordenador do Serviço de Nutrologia do Hospital Santa Lúcia. Essa particularidade e fato de que a deficiência costuma se desenvolver de forma mais lenta dificultam o diagnóstico. 

“Os sintomas neurológicos podem aparecer antes da anemia, ou até sem anemia nenhuma. Ou seja, um hemograma normal não descarta a deficiência”, alerta o especialista.

5 sintomas da falta de vitamina B12
De acordo com o nutrólogo, os sintomas podem se dividir entre hematológicos, neurológicos e os inespecíficos, que podem variar conforme cada indivíduo. Veja a lista:

Alterações na memória e concentração
Esquecimentos frequentes, dificuldade de concentração e lentidão de raciocínio podem estar associados à deficiência. A manifestação neurológica em idosos pode até ser confundida com demência.

Perda de apetite
A redução do apetite é uma das manifestações menos específicas da deficiência de B12 e pode aparecer acompanhada de queda na disposição.

Formigamento nas mãos e nos pés
A sensação de dormência ou formigamento nas extremidades pode indicar comprometimento dos nervos, já que a vitamina participa da manutenção da mielina, camada que os protege.

Desequilíbrio e dificuldade para caminhar
A falta de B12 também pode comprometer a coordenação motora, provocando instabilidade, quedas e até a sensação de estar “andando sobre algodão”. 

Irritabilidade e mudanças de humor
Alterações emocionais, como irritabilidade, apatia e sintomas depressivos, também podem estar relacionadas à deficiência da vitamina.

Tratamento
O médico alerta que os principais grupos de risco são idosos, especialmente aqueles com gastrite atrófica e redução da produção de ácido gástrico, necessário para liberar a B12 dos alimentos; bem como os vegetarianos estritos e veganos que não usam alimentos fortificados ou suplementação, aponta o médico. 

O especialista reforça que o tratamento deve considerar não apenas a reposição da vitamina, como também a identificação da causa da deficiência. A suplementação por conta própria pode dificultar o diagnóstico e não garantir a dose adequada para cada paciente. 

Fonte: Metrópoles