Uma em cada três mulheres com mais de 50 anos sofrerá fratura por osteoporose

23 de Outubro 2026 - 10h29
Créditos: Divulgação

O Dia Mundial e Nacional da Osteoporose, celebrado em outubro, chama a atenção para uma doença que afeta principalmente as mulheres e reforça a importância da prevenção e dos cuidados com a saúde óssea. A condição afeta ainda mais as mulheres pós-menopausa e isso acontece devido à queda do hormônio estrogênio e, muitas vezes, só é descoberta quando acontece uma fratura.  

 
O médico ortopedista da Hapvida, Wilson Tibúrcio, explica como isso acontece. “O estrogênio é um hormônio que ajuda a proteger os ossos e mantê-los saudáveis. Com a diminuição desse hormônio, advinda da menopausa, observa-se uma perda acelerada da massa óssea, deixando os ossos mais frágeis e aumentando o risco de fraturas”.

Sinais de alerta 
O ortopedista aponta que, sendo uma doença silenciosa, é preciso ficar atento a alguns pontos que podem indicar osteoporose. “Alguns sinais são a perda de altura, postura mais curvada, dores nas costas relacionadas a possíveis fraturas vertebrais e fraturas após quedas leves. É importante não esperar o agravamento destas condições para cuidar da saúde óssea”, orienta.

Um exame para avaliar a densidade dos ossos e identificar precocemente a doença é a densitometria óssea. “Em geral, recomendamos a densitometria para mulheres a partir dos 65 anos. Mas, mulheres mais jovens, especialmente após a menopausa e/ou com outros agravantes de saúde, como tratamento oncológico, podem precisar se submeter ao exame”, explica o ortopedista. 

Prevenção
O especialista destaca que a prevenção é construída com hábitos saudáveis. Dentre eles:

- Manter uma alimentação rica em cálcio;

- Manter níveis adequados de vitamina D;

- Não fumar;

- Se atentar aos níveis de consumo de álcool; 

- Praticar atividade física de fortalecimento muscular; 

- Manutenção do peso.